domingo, 20 de outubro de 2013

Nos limites do meu muro vi ao longe o relâmpago, cavalgando pela espinha um calafrio conhecido me leva como a uma amante na inconsciência desse mundo. E na tentativa de uma rima fútil, rejeitada antes mesmo de ser concebida, entre um soluço e um colapso, fui de encontro ao chão desacordada e completamente desapercebida.
Pare! Aprecie a poeira por baixo da carne, veja as rimas no silêncio que preenche os momentos vazios...
Como manter morto um defunto que insiste em levantar da cova?
O coração, esse espectro inconveniente vive a tremular inquieto na sua sepultura.
Eu que não me deito mais no chão, nem sinto a terra nos pés, que tenho escrito no conforto de cadeiras macias e coloridas. Decorações agradáveis e músicas ambientes. Que tenho servido petiscos e bebido bons vinhos.
Eu que não me reconheço nos modos ponderados e palavras suaves, que não grito, não me abalo, não choro.
Sim... EU... ou não, vivendo no paradoxo de quem ainda ganha tempo assistindo o voo dos pássaros, o andar tímido de uma joaninha ou admira a beleza de uma florzinha qualquer no meio da rua.
Tão em mim e tão sozinha.
Cheguei, cheia dos olhares vulgares e alguns amores no bolso, procurei o mais fácil, acendi um cigarro peguei meu drink e vesti meu melhor sorriso falso. Depois de quatro vezes R$3 o tal do sorriso já era quase meu e o ar de inocência forçada uma forja de mil espadas. Me sentei e me deixei perder como das primeiras vezes, até o amanhecer ou o que fosse o suficiente para me esquecer do que possa ter acontecido.
Te quero como mil já te quiseram e como só eu posso saber querer. Nem prosa nem verso, o avesso das coisas, eu sou a ironia no seu texto.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Eu sou uma prostituta das palavras, me vendo fácil por qualquer prazer literário!