quinta-feira, 26 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Cem pés pisam esse deserto
brancos e secos seguem caminhada
carregam a chama dessas velas famintas.
Coração é terra sem lei.
O pé que pisoteia cego na areia batida
é o mesmo que se cala à esperança.
Chora pois, nesse rio salgado
Bebe a sede dessa chama
que leva em brasa cada viajante
e deixe que as velas se apaguem no horizonte.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Incontestável, algo ainda vive em meio a sujeira.
Um bicho encurralado e pálido
faminto dessas coisas, dessa ousadia
conversa comigo, suspira, pausa, lentamente...
Vomitando partes de mim
deixando rastros pelo quarto
a nicotina e as cortinas
em desespero pela mão trêmula
ou pela violência da pancada eminente.
_Quieto, não assovie mais nos meus ouvidos!!! eu grito
Ele cala, mas pulsa, constatemente nos meus pesadelos mais
íntimos.
_Para, faz favor... eu suplico
E ele ri, compassadamente com meu devaneio...
Por baixo da cama, nos travesseiros, no cheiro que fica na
pele
atravessando o mapa do meu corpo pelas noites insones!
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