terça-feira, 21 de junho de 2011

O pranto, lágrimas de contas na pulseira do pulso o sangue e a confusão, a terra banhada de tantos lamentos revolvida. O que não nos pertence agora é o que nos domina a volta de todos esses sentimentos no vento que entra pela janela fechada e já é sensível ao toque a convulsão dos sorrisos.
O momento pelo qual se espera quando os anjos abrem seus olhos, são pálidos a apresentar o nascer do Sol ...entre as correntes...entre dentes, alguém cala essa angústia e tantas outras coisas pendentes nesse novo dia e de novo a solidão rastejando pelos pés o calafrio que sobe das sombras, as mãos desprovidas de qualquer carinho rolando ao lado no vazio.
É a tristeza do choro de uma criança ou as partes que deixamos pra trás na confusão das palavras almadiçoando aqueles que são deformados de amor e quem há de se sentar a beira dos sentimentos e assistir a multidão passar?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

E eu vou deixando sutilmente esse momento que passa, a porta aberta uma rachadura na vidraça, o pranto acolhido em meu peito a falta do beijo, a cama vazia na poltrona o abraço da saudade e a vontade súbita de sucumbir à lágrima que insiste em cair.
Meu cais é salgado, é salgada a água por baixo dessa ponte e escorre aos montes enquanto escurece em meus olhos seu poente...ah eu me sinto tão doente nesses dias!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Como pode ser um ponto negro? Obscuro é aquilo que não se esgueira nas frestas do poente, um coração que por vezes chorou doente e qual andarilho persiste desarmando a alma, sentimento solto é que escreve como se faz o silêncio.
À margem do que conspira esse moinho, continua insistente a correr no seu ritmo e conforme o vento passa, a terra dessa pele respira e nas folhas pedantes chamam incessantes seu nome no carinho da noite e no suor das tardes tranqüilas.
E já não há nada que se faça além desses olhos fechados, a imagem perfeita, a simplicidade do mapa que traçam seus braços no meu abraço e volta seguro daquele que tem no íntimo o dom de anunciar então a manhã do meu coração.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Eu quero ser o aconchego da casa, o porto da alma onde pousam seus olhos no retorno o vôo livre e desprendido daquele que ama em paz, eu quero ser a certeza dos momentos incertos eu quero ser mais que os dias, eu quero as luas as galáxias distantes eu quero ser a descoberta tímida dos amantes.
Quero não só isso como também as mágoas do amor, as lágrimas da paixão e por vezes que se faça vazio o colchão pois, são nas horas distantes dos ponteiros que a prendemos ser a saudade a forma mais simples de dizer “Eu te amo”.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sentei-me a beira do coração e fiquei espiando por onde passam os rios das montanhas...tão volúvel é a natureza das coisas vivas, a terra por entre os vales, o verde quente aquece as almas perdidas pelo tempo, lambidas pelo vento, mas é simples a brisa antiga quando da face se faz de carinho e é quase palpável essa coisinha fugidia que se chama de amor...só mais um ponto distante, só mais um instante antes que se fechem os olhos e nos deixem livres na queda livre que há tempos me suplica pedante por este vôo incerto da certeza do amor eterno!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Minha alma ofendida, minha pátria perdida, nos campos vastos da vida foi onde passei e nada levei de ti ou de mim ou de qualquer coisa que me passou, carreguei sim o peso do mundo por tanto e há tanto que me venho destacado os pedaços que já não sou eu a chorar essas lágrimas já não és tu a secá-las, não que queira de fato algum lenço sujo na face nem a tentativa de tirá-lo do bolso quero a intenção, a atenção não a ajuda flácida ou a piada sem graça sem riso sem palhaço.
E foi tarde essa aurora onde outrora floriram os jardins, vasos... plantas... frutas... terra...por andam esses pés e por onde ainda andarão nem posso por mim prever é sério que não tenho destino senão aquele que os cavalos me levam a cavalgar nos lugares desertos e distantes onde os amantes vagam no entardecer das coisas e tal pluma me leva ao vento quando passa nos fios leves de meu cabelo vai junto minha mente em milhares de sementes que não vão se guardar a lugar algum e é só meu o sentimento e assim sempre será até que se faça novo meu dia de novo!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Vergonha de Mim

Eu desenho a geometria do seu corpo, no cais do seu peito meu porto... no segredo da minha
vergonha é tudo que tenho pra recordar, te olhar com os olhos da lembrança, ai como eu quero
ser seu par nessa dança.
Brincar com seu cheiro, sentir seu gosto no amanhecer de cada dia, sorrir assim como vc
sorriria e onde foi que escondeu essa vontade? Te cavei fundo nesta tarde, nas raizes do
que chamo de amor e fui tao covarde ao ouvir sua voz, desfiz o que havia em mim na esteira
da sua boca, no sopro de sua alma em mim então que não me perca mais nesse devaneio me abraça
por inteiro cada gota dessa fruta macia, romeiro de mim me explica como posso te amar tão
simples assim???